IA embarcada e certificação: como a regulação vai se adaptar a dispositivos que aprendem sozinhos?

O debate sobre Inteligência Artificial nas telecomunicações saiu do MWC 2026 com uma questão ainda sem resposta definitiva, mas urgente: como garantir a conformidade técnica de dispositivos cujo comportamento muda depois da certificação?

 

Dispositivos com IA embarcada tomam decisões autônomas, recebem atualizações de software e podem se comportar de forma diferente da observada no momento do ensaio de laboratório. Os protocolos de avaliação da conformidade, tal como existem hoje, foram desenhados para produtos estáticos – testados uma vez, aprovados e comercializados.

 

O que está em discussão no setor regulatório global: novos protocolos de ensaio dinâmicos que acompanhem a evolução dos algoritmos; mecanismos de auditabilidade dos sistemas de decisão autônoma; e a questão da responsabilidade civil por comportamentos imprevistos gerados por IA.

 

No Brasil, a Anatel sinalizou no MWC 2026 que sua abordagem regulatória para IA será baseada em princípios e orientada por risco – o que abre espaço para flexibilidade, mas também exige que organismos de certificação como a OCP-TELI estejam na vanguarda dessa discussão.

 

O futuro da certificação é inevitavelmente o futuro da tecnologia que ela regula.

 

👉 Acompanhe as atualizações do setor com a curadoria técnica da OCP-TELI.

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